Leia matéria de Rafael Garcia, publicada no jornal O Globo em 9 de março:
Existem diversos fatores de risco por trás da perda de memória associadas à doença de Alzheimer e a outras demências. Um novo estudo, porém, mostra que no Brasil um fator tem peso maior: a escolaridade. A pesquisa, que mostra a educação como calcanhar de Aquiles da saúde mental dos idosos do país, foi coordenada pelo cientista gaúcho Eduardo Zimmer, [que foi membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências (ABC) no período 2019-2023].
— A sua educação no início da vida, paradoxalmente, vai definir a sua saúde cerebral quando adulto — explica o pesquisador. Farmacólogo, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e bolsista do Instituto Serrapilheira, Zimmer foi pioneiro em usar inteligência artificial para fazer uma análise estatística desse cenário.
Em entrevista ao GLOBO, Zimmer explica o conceito de “reserva cognitiva” para uma saúde mental mais resiliente, e defende que seja usado na políticas na área.
— A ideia é evitar que no futuro a gente tenha uma epidemia não viral de demência no Brasil, como a gente teme que possa acontecer — diz.
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