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Marcha pela Ciência reúne cerca de mil pessoas na Avenida Paulista

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Publicado em 9/10/2017

Marcha pela Ciência reúne cerca de mil pessoas na Avenida Paulista
Pela terceira vez no ano, pesquisadores e estudantes protestaram contra os cortes no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações, que deve receber em 2017 apenas 20% do necessário para fechar as contas do ano

Cerca de mil pesquisadores e estudantes se reuniram neste domingo, 8, na Avenida Paulista, região Central de São Paulo, para a 3ª Marcha pela Ciência. Eles pediam pelo fim dos cortes no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações, que deve receber em 2017 apenas 20% do necessário para fechar as contas do ano, conforme mostrou reportagem do Estado. Com isso, há a ameaça de que alguns institutos tenham de fechar as portas no ano que vem.

"Não estamos lutando por melhores salário, estamos lutando para poder trabalhar, para fazer ciência. Estamos lutando pelo Brasil", afirmou ao Estado durante a manifestação Helena Nader  [membro titular da Academia Brasileira de Ciências – ABC], ex-presidente da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC).

A manifestação, convocada pela entidade, juntamente com a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), reuniu professores, estudantes e simpatizantes de instituições como USP, Unicamp, Unesp, Instituto de Pesquisas Tecnológicas e PUC-SP, que partiram do Masp e marcharam por cerca de 1h40 pela avenida.

Com gritos de guerra como "sem ciência não tem futuro" e "1, 2, 3, 4, 5 mil, se corta a ciência não avança o Brasil", os manifestantes lembraram que sem ciência não há remédios - como viagra -, nem vacinas, e a agricultura não teria como avançar. Afirmaram que os cortes vão na contra-mão do que ocorre nos países desenvolvidos e também nos Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Em frente ao escritório da Presidência da República, entoaram "Fora Temer" e lembraram ao presidente da carta enviada a ele por 23 prêmios Nobel. O documento, enviado no final de setembro, alertou o presidente de que os cortes orçamentários em Ciência e Tecnologia "comprometem seriamente o futuro do Brasil" e precisam ser revistos "antes que seja tarde demais".

Esta é a terceira vez que cientistas vão às ruas neste ano para pedir que parem os cortes no setor, mas pela primeira vez reuniu tantas pessoas. A chuva que estava prevista para esta tarde não ocorreu, e o público animado se misturou aos paulistanos já acostumados a tomarem a Paulista aos domingos.

Acompanhamos a marcha ao vivo, veja a seguir alguns trechos:
https://www.facebook.com/vidaestadao/videos/1439499446165522/

(Giovana Girardi, para O Estado de S.Paulo, 8/10)

Pesquisadores e estudantes marcham na Paulista contra cortes na ciência
A 3ª edição da Marcha pela Ciência em São Paulo, realizada neste domingo (8) na avenida Paulista, reuniu, segundo os organizadores, mais de mil pessoas, entre pesquisadores, professores universitários, estudantes de graduação e pós-graduação, além de simpatizantes.

A 3ª edição da Marcha pela Ciência em São Paulo, realizada neste domingo (8) na avenida Paulista, reuniu, segundo os organizadores, mais de mil pessoas, entre pesquisadores, professores universitários, estudantes de graduação e pós-graduação, além de simpatizantes.

A principal motivação do ato deste domingo, o maior entre os três já realizados, foi protestar contra os cortes de cerca de 40% do governo Michael Temer no orçamento da ciência brasileira. A revitalização dos Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo e a situação das universidades públicas também integraram a pauta da manifestação.

"Não estamos brigando por aumento de salário; estamos brigando para ter recursos para trabalhar. Tentamos mostrar às pessoas que a ciência está em tudo, na descoberta e na exploração do pré-sal, nos aviões da Embraer, nas sementes da Embrapa, no combate à zika etc", diz Helena Nader, pesquisadora da Unifesp e presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Os manifestantes se reuniram em frente ao Masp, marcharam até a rua da Consolação e retornaram ao Masp. Muitas pessoas usavam camisetas pretas. Durante a caminhada, a passeata foi ganhando corpo, inclusive com a participação de pessoas que passeavam na Paulista, e chegou a ocupar cerca de uma quadra e meia da avenida.

"A adesão foi acima das nossas expectativas, considerando as marchas anteriores e a possibilidade de chuva" diz Marcos Buckeridge [membro titular da ABC], professor da USP e um dos organizadores do evento. "É importante salientar", prossegue, "a diversidade da marcha. Tivemos alunos de graduação, da pós-graduação, professores jovens, mais velhos, diretores de instituto, pesquisadores aposentados".

Com cartazes que pediam o fim dos cortes e enfatizavam a importância da ciência no dia a dia, os manifestantes entoaram gritos de "vem pra rua pela ciência", "sem ciência, é zika" e "Fora, Temer".

"Já estamos pensando na quarta marcha, mas gostaríamos que fosse diferente dessa, algo em que pudéssemos nos juntar e mostrar a ciência às pessoas", afirma Buckeridge.

(Fernando Tadeu Moraes para Folha de S. Paulo, 8/10)



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