Sessão da ABC na Conferência Internacional sobre Biocombustíveis

No período de 17 a 21 de novembro, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) participará da Conferência Internacional sobre Biocombustíveis: Os Biocombustíveis como Vetor do Desenvolvimento Sustentável (Biofuels 2008), que será realizada no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Em parceria com o governo brasileiro, com a Universidade de São Paulo (USP) e com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a ABC organizará uma das cinco Sessões Especiais do evento, que discutirá o papel da pesquisa científica na área dos biocombustíveis, no dia 18 de novembro, das 18h às 20h. Seis especialistas participarão do debate: os Acadêmicos João Alziro Herz da Jornada (moderador), Carlos Henrique de Brito Cruz, e os convidados Mohamed Hassan (relator; matemático e diretor-executivo da TWAS), Edward A. Hiler (engenheiro agrícola da Texas University), Richard Murphy (do Departamento de Ciências Biológicas do Imperial College of Science, Technology & Medicine, em Londres)e Udipi Shrinivasa (engenheiro aeronáutico do Indian Institute of Science).

Segundo o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Academia, Paulo de Góes Filho, doutor em Antropologia Social que dedica seus estudos às áreas de Política Externa e Relações Internacionais, a participação da instituição no encontro é um marco extremamente importante. "É extremamente relevante o convite que a ABC recebeu para organizar uma mesa redonda durante o evento, convocada pelo Presidente da República", afirma. O anúncio de que o Brasil iria sediar a conferência foi proferido por Luiz Inácio Lula da Silva, durante a 62ª sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York, nos Estados Unidos (EUA), em setembro do ano passado.

Góes garante que a Academia se prepara com afinco para produzir informações científicas confiáveis sobre o impacto dos biocombustíveis. De acordo com o antropólogo, o tema central em debate é o conflito entre a utilização de terras para o cultivo de alimentos em oposição à produção dos biocombustíveis. "Alguns países, como o México, por exemplo, são muito sensíveis a este problema, porque atribuem o aumento de preço do milho à sua utilização para fazer biocombustíveis", justifica.

A conferência internacional será dividida em duas partes. A primeira será constituída por Sessões Plenárias, que serão abertas ao público, nos dias 17, 18 e 19. Cinco Sessões Especiais, em que participantes selecionados, dentre eles membros da comunidade científica dos países membros das Nações Unidas, discutirão temas específicos relacionados aos biocombustíveis. A segunda parte será composta pelo segmento Intergovernamental de Alto Nível, que será promovido nos dias 20 e 21. Este bloco será composto por mesas redondas, que contarão com a participação de representantes de governos, organismos internacionais e convidados especiais.

As Sessões Plenárias discutirão cinco diferentes temas, lideradas por oito especialistas. Os assuntos desenvolvidos serão:

  • Segurança Energética: transição da matriz, diversificação das fontes e universalização de acesso.
  • Mudança do Clima: mitigação das emissões de gases do efeito estufa, mudança de uso da terra e análise comparativa do ciclo de vida.
  • Sustentabilidade: segurança alimentar, geração de renda e desafios para os ecossistemas.
  • Inovação: pesquisa e desenvolvimento, biocombustíveis de primeira e segunda geração e oportunidades para a ciência e tecnologia.
  • Mercado Internacional: regras comerciais, questões técnicas e padrões sócio-ambientais.

O encontro oferecerá uma oportunidade única para a discussão internacional dos desafios e das oportunidades apresentadas no setor. Para o Brasil, os biocombustíveis são mais que uma nova fonte energia - representam uma alternativa para a promoção do desenvolvimento sustentável, uma arma para a superação dos desafios de combate à pobreza, uma garantia da segurança energética e uma forma de preservar o meio ambiente, através da redução das emissões de gases de efeito estufa. 

ABC e os Biocombustíveis

Biocombustíveis, Ciência, Tecnologia e Inovação

Biocombustíveis e Mercado Internacional

Biocombustíveis e Mudança do Clima

Biocombustíveis e Segurança Energética

Biocombustíveis e Sustentabilidade

O Papel da Pesquisa Científica em Biocombustíveis




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