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Angelo da Cunha Pinto (PINTO, A. C.)

Ciências Químicas
Membro Titular
Ingresso em 5 de mar de 1997
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Infância de menino de bairro, sem ficar mais tempo na rua, porque os pais, imigrantes portugueses, obrigavam ao trabalho diário. Horas livres só para as missas dominicais, para o tempo de escola e obrigações escolares. Os livros eram o melhor álibi para não trabalhar no comércio dos pais.
A entrada na universidade foi a carta de alforria. Nada melhor do que mostrar aos pais um diploma de nível superior. Estes, como bons portugueses, desejavam um filho médico, porque padre era certo que não teriam. Mas como ser médico com todo aquele medo de sangue? Vermelha, só a cor das anilinas... O jeito foi enganar os pais e prestar concurso para a faculdade de Farmácia. Na época, a Escola de Farmácia tinha tradição em química orgânica, que permanece até hoje.
Era 1968, o planeta fervilhava. O mundo abria suas portas para um jovem de 19 anos. Podia-se escolher a porta da frente ou a dos fundos. Política, cinema e outros prazeres eram o cotidiano dos universitários. A dúvida para seguir uma carreira de ator de teatro, iniciada na Escola Villa Lobos na Praia do Flamengo, levou à conclusão do curso, e ao ingresso imediato na pós-graduação do Instituto Militar de Engenharia, recém-criada.
Com o fim do Mestrado veio o convite para trabalhar no Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais na Universidade Federal do Rio de Janeiro, e a concretização do sonho de ser Professor universitário.
As discussões cientificas no NPPN se iniciavam nas manhãs das segundas-feiras no laboratório e se prolongavam nos encontros no bar da Praia Vermelha, depois do jogo de futebol das sextas-feiras. Respirava-se Química.
Em l986, veio a transferencia para o Instituto de Química, e o começo de uma nova fase, primeiro como Diretor Adjunto de pós-graduação do Instituto, e depois como vice e, em seguida, presidente da Sociedade Brasileira de Química.
Nestes anos de atividade cientifica ininterrupta o convívio diário com os orientandos de Mestrado, Doutorado e Iniciação Científica proporcionaram grandes alegrias. Foram quase cinqüenta entre mestrandos e doutorandos. Com cada orientando sempre aprende-se algo; gratificante é ter a certeza de que muitos serão melhores do que o mestre.
Este resumo biográfico termina com a constelação MMM - Maria, Mariana e Manuel, e a certeza de que com eles a vida é ótima e mais fácil, pena que seja uma só. Se outras houvesse, a opção seria estudar Química, o relicário que esconde o segredo da vida.




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